Principal História Calendário 2001 Festas e Entidades Parceiros Livros e Links Fale Conosco
 

 

Casa de Oração Paulo de Tarso

 

Considerações sobre o Espiritismo perante Allan Kardec

De que trata o Espiritismo ?

O Espiritismo responde questões fundamentais de nossa vida, como estas: Quem é você ? Por que você está neste mundo ? Por que umas pessoas sofrem mais que outras ? Por que alguns nascem ricos e outros pobres ? Por que Deus permitiria tamanha desigualdade entre seus filhos ? Por que uns que são maus, sofrem menos que outros, que são bons ? Perguntas como estas a Doutrina Espírita responde, porque tais são as perguntas que todos fazemos para nós mesmos, ao contemplarmos tanta desigualdade e tantos destinos diferentes na vida atribulada de nosso planeta.

 

O que é Espiritismo ?

 

O Espiritismo é uma doutrina revelada pelos Espíritos Superiores através de médiuns, e codificada (organizada) por um educador francês, conhecido por Allan Kardec, em 1857. Surgiu, pois, na França, há mais de um século.

Dizemos que o Espiritismo é ciência, porque estuda, à luz da razão e dentro de critérios científicos, os fenômenos mediúnicos, isto é, fenômenos provocados pelos espíritos e que não passam de fatos naturais. Não existe o sobrenatural no Espiritismo: todos os fenômenos, mesmo os mais estranhos, têm explicação científica. São portanto, de ordem natural.

O Espiritismo é uma filosofia porque permiti uma interpretação da vida e, desta forma, como toda a doutrina que dá uma interpretação da vida, uma concepção própria do mundo, é considerada uma filosofia.

Dizemos também que o Espiritismo é religião, porque ele tem por fim, a transformação moral do homem, retomando os ensinamentos de Jesus Cristo, para que sejam aplicados na vida diária de cada pessoa. Revive o Cristianismo na sua verdadeira expressão de amor e caridade.

 

O sentido da Religião Espírita.

O Espiritismo não é uma religião organizada dentro de uma estrutura clerical. Neste sentido, ele é profundamente diferente das religiões tradicionais. Não tem sacerdotes, nem chefes religiosos. Não tem templos suntuosos. Não adota cerimônias de espécie alguma, como batismo, crisma, casamentos, etc. Não tem rituais, nem velas, nem vestes especiais, nem qualquer gestos de reverência, nem sinais cabalísticos, nem benzimentos, nem talismãs, nem defumadores, nem cânticos cerimoniosos (ladainhas, danças ou rituais, etc.), nem bebida, nem oferendas, etc. O culto Espírita é feito no próprio coração. É o culto do sentimento puro, do amor ao semelhante, do trabalho constante em favor do próximo. Somente o pensamento equilibrado no bem nos liga a Deus e somente a prática das boas ações nos fazem seus verdadeiros adoradores. Assim o Espiritismo procura reviver os ensinamentos de Jesus, na sua simplicidade e sinceridade, sem luxo, sem convencionalismos sociais, sem pompas, sem grandezas, pois, como nos recomendou o Mestre de Nazaré, Deus deve ser adorado em Espírito e Verdade.

Princípios básicos do Espiritismo

 

Existência de Deus

Imortalidade da Alma

Reencarnação

Esquecimento do Passado

Comunicabilidade dos Espíritos

Fé Raciocinada

A Lei da Evolução

A Lei Moral

 

União da alma ao corpo

 

Já vimos porque encarnamos e que somos preparados para isso, vamos ver agora exatamente como se dá a reencarnação. Sabemos que para encarnar, é lógico, precisamos do corpo físico e que é o perispírito que une o espírito ao corpo. Esta união dá-se exatamente no momento da concepção, quer dizer, quando o espermatozóide fecunda o óvulo. A partir daí, já existe um espírito ligado àquele aglomerado de células que se desenvolverá, formando o feto. O perispírito, no momento dessa ligação, não possui mais a forma que possuía enquanto o espírito estava na erraticidade. Da mesma maneira que todos os detalhes da encarnação são preparados previamente, a ligação do espírito ao corpo também é preparada. O perispírito passa pelo que chamamos de restringimento, ele sofre uma regressão até a forma fetal. Isso acontece para que o espírito inicie o seu processo de adequação ao novo corpo. De acordo com o grau evolutivo, os espíritos têm maior ou menor consciência durante esse processo, mas, via de regra, esse é um período de bastante perturbação para o espírito, normalmente há perda da consciência e são rapidamente revividos, durante a gestação do feto, os estágios evolutivos por que os espíritos passaram. É uma maneira de reforçar as lições já prendidas, adaptando o espírito e preparando-o para a nova jornada. Daí a necessidade de respeito, atenção e amor para com o feto durante a gestação. Esse é o período de maior vulnerabilidade do espírito, é quando ele precisa de muito carinho para reingressar com possibilidades de sucesso na esfera corporal. Uma gestação não aceita ou excessivamente instável, dificulta demais a adaptação do espírito, que provavelmente carregará as sensações de rejeição e inadaptação por todo o período em que estiver encarnado. Agredir uma criança, criticá-la ou desestimula-la quando do início das aulas, fará certamente com que ela tenha um baixo desempenho escolar, da mesma maneira funciona a gestação. Sabe-se que a ligação com o corpo material que se iniciou no momento da concepção é progressiva, ocorre uma união mais estreita após o nascimento e a ligação só se completa definitivamente por volta dos 7 anos de idade. Seria ainda conveniente analisarmos algumas outras questões ligadas ao tema da união da alma ao corpo. Que dizer das gestações que não se concluem? Qual a causa e onde está a justiça divina no que diz respeito aos abortos espontâneos? Como dissemos no início, compreender a vida como um exercício de aprendizado possibilita a compreensão de muitas coisas. Cada encarnação obedece às circunstâncias que lhe são mais adequadas e obviamente tem a duração apropriada a cada caso. Se dissemos que o espírito se liga ao corpo desde o momento da fecundação, por mais curta que a encarnação pareça aos nossos olhos, é sempre o tempo exato de que o espírito necessita para aprender a lição a que se propôs. E, como as nossas lições pessoais são proveitosas também àqueles que se ligam a nós, os abortos naturais são preciosas lições pelas quais os pais também precisavam passar. Caso a necessidade de aprendizado seja apenas dos pais, é possível a concepção de um corpo sem um espírito ligado a ele. Nesses casos, logicamente, quando do nascimento, o corpo não sobrevive; uma vez que não há uma alma a animá-lo, ter-se-á uma natimorto. Há de se considerar ainda um outro caso. É possível que um espírito, temeroso das dificuldades que o aguardam, desista da encarnação durante o período de gestação, ocorrendo assim seu desligamento e consequentemente a morte do feto. Nesse caso, em que não houve um planejamento prévio para a morte fetal, normalmente o espírito aguarda por mais algum tempo na erraticidade, preparando-se melhor para a nova jornada, sem que, no entanto, possa esquivar-se dela.

 

Parentesco e Sexo dos Espíritos

 

ParentescoCom relação a esse tópico, como acontece com todos os outros: encarnamos na família e com o círculo de relações mais adequados às nossas necessidades de aprendizado. Aqueles que se unem a nós na jornada terrena, trazem necessidades comuns de aprendizado. Muitos já compartilharam conosco de experiências anteriores nos mesmos ou em outros graus de parentesco. Pais hoje tutelam filhos que possivelmente já os tutelaram outrora. Cônjuges, irmãos, tios, amigos, colegas, todos se reúnem, se separam e tornam a se unir, ampliando cada vez mais nossa família espiritual. Até que, através das encarnações sucessivas, tenhamos condições evolutivas para compreender que nossa família é toda a humanidade, pois somos filhos do mesmo Pai. Gostaríamos de abordar a questão pelo seguinte prisma: Torna-se aceitável para muitos dizer que reencarnamos com este ou aquele parente difícil, porque temos de expiar nossas faltas, precisando, portanto, "suportá-los". Observação esta, porém, bem pouco caridosa. Bom lembrar que as relações espirituais, sejam entre encarnados ou desencarnados, sejam de afeição ou desafeto, só são possíveis por sintonia vibratória. Lamento informar, mas, se ainda "suportamos" alguém, certamente permanecemos vibrando ambos na mesma sintonia. Ou seja, temos muito mais semelhanças do que gostaríamos de pensar. Ao espírito evoluído, não é necessário "suportar" coisa alguma, ele já é capaz de amar com respeito e aceitação.

Para finalizar, vamos comentar a questão do sexo e da atividade sexual dos desencarnados. Certas especulações e contendas quanto a esse assunto são o retrato fiel de como alguns conceitos nossos ainda são muito equivocados. A comida, entre os encarnados, é o meio de nos alimentarmos; a vestimenta, o meio para proteger o corpo; o sono, para o descanso. Conforme o espírito vai evoluindo e, consequentemente, desmaterializando-se percebe que não é necessária a comida para sentir-se nutrido; percebe que não é mais vulnerável às mudanças de temperatura, e que pode recuperar suas energias sem necessitar do sono. O espírito desencarnado ainda bastante ligado à matéria, sabemos nós, continua tendo as mesmas necessidades que quando encarnado. Com o sexo não seria diferente. O sexo é instrumento divino que atende a diversas necessidades humanas como procriação da espécie, expressão de amor, troca de energia, estímulo ao progresso e desenvolvimento humanos. A energia sexual possui imenso potencial criador, sendo assim mais um recurso para nosso aprendizado. Conforme o espírito evolui, também percebe que, para todas as manifestações que citamos anteriormente, já não é necessária a relação sexual; pode-se expressar amor, trocar energia e progredir sem a necessidade de sexo. Mas, é lógico, para todos que continuam total ou parcialmente ligados à matéria o sexo ainda é imprescindível. Quanto ao aspecto feminino ou masculino que o espírito apresenta na erraticidade, depende das características de sua personalidade que mais se destaquem naquele momento. Personalidades femininas e masculinas não são distinguidas apenas pelas diferenças biológicas. O perfil fundamentalmente orientado para a sublimação é dotado de grande quantidade de energia que denominamos feminina, enquanto que o perfil orientado para o desenvolvimento, para o progresso, é farto de energia masculina. Espíritos evoluídos não possuem sexo da maneira como compreendemos, mesmo porque estamos fadados a desenvolver em nós todas as virtudes possíveis, desenvolvimento intelectual, sublimação, etc., tanto ligadas ao potencial feminino, quanto ao masculino. Quanto aos espíritos e almas que habitam o planeta Terra, certas características predominam em determinados períodos da evolução, fazendo com que o espírito assuma assim uma forma perispiritual compatível.

 

Condições e Eficácia da Prece

 

"O que quer que seja que pedirdes na prece, crede que obtereis, e vos será concedido"(Marcos, cap. XV, v.24)

A prece é uma invocação; é o mais elevado veículo de ligação através do qual o homem coloca-se em relação mental com a espiritualidade. É uma projeção do pensamento, a partir do qual irá se estabelecer uma corrente fluídica cuja intensidade dependerá do teor vibratório de quem ora, e nisto reside o seu poder e o seu alcance, pois nesta relação fluídica o homem atrai para si a ajuda dos Espíritos Superiores a lhe inspirar bons pensamentos.

 

Jesus Cristo fez entender claramente que, quando alguém ora, não é preciso colocar-se em evidência. A prece deve ser feita em segredo, no recôndito da consciência e em profunda meditação. Não é necessário que ela seja proferida repetidamente. Preces prolongadas ou repetidas, e mesmo proferidas em idioma estranho, tornam-se fastidiosas e, muitas vezes, delas não participam o pensamento e o coração. Assim, a condição da prece está no pensamento reto, podendo-se orar em qualquer lugar, a qualquer hora, a sós ou em conjunto, desde que haja o recolhimento íntimo necessário para se estabelecer a sintonia harmoniosa no ato sublime de louvar, agradecer e rogar a Deus o auxílio necessário. Por isto a importância do sentimento amoroso, humilde, piedoso, livre de qualquer ressentimento ou mágoa, pois só assim o homem irá absorver a força moral necessária para vencer as dificuldades com seus próprios méritos.

 

Existem aqueles que contestam a eficácia da prece, alegando que, pelo fato de Deus conhecer as necessidades humanas, torna-se dispensável o ato de orar, pois sendo o Universo regido por leis sábias e eternas, as súplicas jamais poderão alterar os desígnios do Criador. No entanto, o ensinamento de Jesus vem esclarecer que a justiça divina não é inflexível ao ponto de não atender os que lhe fazem súplicas. Ocorre que existem determinadas leis naturais e imutáveis que não se alteram segundo os caprichos de cada um. Porém, isso não deve levar à crença de que tudo esteja submetido à fatalidade. O homem desfruta do livre-arbítrio para compor a trajetória de sua encarnação, pois Deus não lhe concedeu a inteligência e o entendimento para que não os utilizasse. Existem acontecimentos na vida atual aos quais o homem não pode furtar-se; são conseqüências de falhas e deslizes cometidos em vidas passadas que necessitam de reajustes; é a aplicação da Lei de Causa e Efeito e isto explica porque alguns alegam que pedem benefícios a Deus, mas que nunca são concedidos, o que parece, a princípio, contrariar o ensinamento de Jesus: "Aquilo que pedirdes pela prece vos será dado"(Marcos, Cap. XI, v. 24). Muitas coisas que na vida presente parecem úteis e essenciais para a felicidade do homem, poderão ser-lhe prejudiciais e esta é a razão por que elas não lhe são concedidas. Contudo, o egoísmo e o imediatismo não permitem que ele perceba com exatidão a eficácia da prece. Porém, seus efeitos ocorrem segundo os desígnios divinos, a curto prazo na medida em que consola, alivia os sofrimentos, reanima e encoraja; a médio e longo prazo porque pelo pensamento edificante dá-se a aproximação das forças do bem a restaurar as energias de quem ora. Àquele que pede, Deus está sempre pronto a conceder-lhe a coragem, a paciência, a resignação para enfrentar as dificuldades e os dissabores inerentes à natureza humana, com idéias que lhes são sugeridas pelos Espíritos benfeitores, deixando-lhe contudo o mérito da ação, e isto porque não se deve ficar ocioso à espera de um milagre, pois a Providência Divina sempre ampara os que se ajudam a si mesmos: "Ajuda-te e o céu te ajudará"(ESE, Cap. XXVII, item 7) . Jesus ensinou que um fariseu e um publicano foram ao templo para orar. O primeiro era tido como um homem virtuoso, respeitável sob todos os aspectos, embora ocultasse costumes dissolutos. O segundo era considerado homem corrupto e eivado de maus pendores. O fariseu, tomado de orgulho e olhando para o Alto, orava :"Ò Deus, graças te dou, porque não sou igual aos demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem como este publicano. Jejuo duas vezes na semana e dou o dízimo de tudo quanto possuo"(Lucas, Cap. XVIII, v. 9 a 14). O publicano por sua vez, sem ousar levantar os olhos, assim orava :"Ò Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador !"Afirmou então o Mestre que este último saiu do templo justificado, porque Deus ouviu a sua prece, ao contrário do fariseu, pois "quem se humilha será exaltado e quem se exalta será humilhado"(Lucas, Cap. XVIII, v. 9 a 14). Assim, deve-se notar o fato de o publicano ter pronunciado reduzido número de palavras e, no entanto, sua prece foi acolhida, porque nela havia humildade e devotamento, ao contrário do fariseu, cujo estava repleto de maldade, de egoísmo e de orgulho. Portanto, a eficácia da prece está na dependência da renovação íntima do homem, em que deve prevalecer a linguagem do amor, do perdão e da humildade para que ele possa assim, de coração liberto de sentimentos negativos, agradecer a Deus a dádiva da vida.

 

Diferentes Ordens de Espíritos

Conforme o grau de perfeição que tenha alcançado, os Espíritos se classificam em diferentes ordens, segundo uma escala hierárquica de valores, estabelecida na Codificação Espírita para fins meramente didáticos, nada tendo de absoluta. Essas ordens são ilimitadas em número, porque não há entre elas uma linha de demarcação traçada como barreira, de maneira que se podem multiplicar ou restringir as divisões à vontade. Se considerarmos os caracteres gerais, poderemos reduzi-las a três ordens principais :

Primeira Ordem : Espíritos puros

Segunda Ordem : Espíritos bons

Terceira Ordem : Espíritos imperfeitos

Allan Kardec esquematiza a escala espiritual a partir dos Espíritos imperfeitos, subdividindo cada ordem de Espíritos em classes e dando seus caracteres em cada uma delas. A partir desta classificação, será fácil determinar a ordem e o grau de superioridade ou inferioridade dos Espíritos com os quais podemos entrar em relação, e, por conseguinte, o grau de confiança que eles merecem.

 

Terceira Ordem : Espíritos Imperfeitos Caracterizam-se pela ignorância, desejo do mal às paixões que lhes retardam o desenvolvimento, pois neles há o predomínio da matéria sobre o Espírito. Têm a intuição de Deus, mas não o compreendem. Tais características não são iguais para todos, uma vez que progridem e se modificam, à medida que desenvolvem sua inteligência e moralidade, libertando-se da influência da matéria. Desta forma os Espíritos imperfeitos classificam-se em diferentes classes :

10º Classe : — Espíritos Impuros São inclinados ao mal. Insuflam a discórdia e a desconfiança. Usam todos os disfarces para melhor enganar. Sua linguagem é trivial, grosseira e ignorante. Caracterizam-se pela inferioridade moral e intelectual.9º Classe : — Espíritos Levianos São ignorantes, malignos, inconseqüentes e zombeteiros. Sua Linguagem muitas vezes é espirituosa e alegre.8º Classe : — Espíritos Pseudo-sábios Seus conhecimentos são bastante amplos, mas julgam saber mais do que realmente sabem. Sua linguagem é presunçosa e contém algumas verdades mescladas com os mais absurdos erros. São presunçosos, orgulhosos e teimosos.7º Classe : — Espíritos Neutros Não são bastante bons para fazerem o bem, nem bastante maus para praticarem o mal.6º Classe : — Espíritos Batedores e Perturbadores Manifestam sua presença por efeitos sensíveis e físicos. Não formam propriamente uma classe especial na escala evolutiva, pois podem pertencer a todas as classes da terceira ordem.

Segunda Ordem : Espíritos Bons São os que chegaram ao meio da escala. O desejo do bem e a sua realização decorrem do grau da evolução que atingiram, pois há neles o predomínio do Espírito sobre a matéria e, consequentemente, a busca da sabedoria e da moralidade. Compreendem Deus e sentem-se felizes quando fazem o bem e quando impedem o mal. Os Espíritos Bons classificam-se, conforme o Livro dos Espíritos, em :

5º Classe : — Espíritos Benévolos Sua qualidade predominante é a bondade, pois seu progresso realizou-se mais no sentido moral que no intelectual.4º Classe : Espíritos Sábios São livres das paixões, próprias dos Espíritos imperfeitos, preocupando-se mais com as questões científicas do que com a morais. Encaram a ciência por sua utilidade.

3º Classe : Espíritos Prudentes Caracterizam-se pelas qualidades morais e capacidade intelectual elevada, possibilitando uma apreciação dos homens.

2º Classe : Espíritos Superiores Sua linguagem, que só transpira benevolência, é sempre digna, elevada e freqüentemente sublime, em decorrência da ciência, sabedoria e bondade que reúnem.

 

Primeira Ordem : Espíritos Puros São os Espíritos que atingiram o ponto mais elevado da escala evolutiva e pertencem à 1º Classe. Percorreram todos os graus da escala espírita e despojaram-se de todas as impurezas da matéria. Possuem superioridade intelectual e moral absolutas, em relação aos Espíritos das outras classes. Não estão mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis e são mensageiros e ministros de Deus, cujas ordens executam.